quinta-feira, 12 de julho de 2012

Feliz Aniversário

Para brindar a vida, hoje é dia de celebrar mais ano existência da amiga Edleusa.

Há um texto de Drummond que diz: Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

De fato, num ano acontece muitas coisas, quando completaos os 365 dias vividos e nos damos conta que o calendário acabou, que é preciso recomeçar, nos dispomos (as pessoas inteligente, é claro) a fazer uma pequena reflexão, ou grande reflexão, de como a vida tem funcionado em nosso percurso no ato de existir.

Hoje, Edleusa brinda a graça de somar sabedoria e vender saúde, celebrando conosco, um pouco cada dia, a vida. Receba deste amigo os cumprimentos oficias no blog que você tanto estima e só por isso me envaidece. O aniversário é seu, mas quem ganha o presente somos nós: FELIZ ANIVERSÁRIO!!!

sábado, 7 de julho de 2012

VEM AI...


 No seio da milenar e lendária cultura cigana, nasce Walquiria. Desde pequena, ela encontra-se em desalinho com seus princípios antropológicos num mundo avesso aos saberes de seu povo.
Ao se dispor a viver fora das tradições ciganas, Walquiria enfrenta uma série de problemas que irão colorir o protótipo de uma jovem cigana no século XXI em busca da tão sonhada felicidade.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Onde é o Quarto do Pânico?


Quem assistiu ao filme com Jodie Foster, sabe que trata-se de um quarto de segurança máxima em que ela (em pânico) se tranca com a filha para se refugiarem de um assalto em sua casa. Segundo tramites históricos, isso de uma versão moderna (porque está na moda), que muito foi utilizada nos Estados Unidos nos anos 1950/60 quando as pessoas temiam uma guerra nuclear. 

Um quarto blindado de segurança máxima nem deveria ser chamado de “quarto do pânico”... Acontece que por estarem na moda hoje, as empresas financiam por ai suas construções nas casas. Vamos combinar que é preciso ter muito dinheiro e medo para construir um cômodo que sirva de abrigo em emergência máxima. 

Outro dia, salvo engano postei aqui, algo que se reportava na televisão sobre o abastecimento de comidas em reservas para o caso de o “fim do mundo”, agora com essa novidade em foco dos quarto de segurança máxima, me volto a questionar a utilidade de reservas de comida debaixo da terra e/ou de uma parte do imóvel indestrutível e impenetrável. Será mesmo que as pessoas que se permitem comercializarem por essas ideias acreditam em sua eficiência? Ou sou eu, tão ignorante a ponto de não raciocinar pelos mecanismos de luta pela vida?

Pensar nisso como solução de vida é render-se ao mais forte através da convencionalidade de um espaço de refúgio ou um abrigo abastecido de alimentos. Enquanto o Homem pensar em se esconder num quarto, com pânico, ele jamais poderá respirar os resquícios de um pós guerra. Ainda que seus conflitos sejam só seus e por isso não haja como pensar diferente, ou simplesmente estarem do lado em que estou, sem dinheiro nem vontade para estocar alimentos ou me esconder com medo de morrer, continuaremos perguntando onde é o quarto do pânico, senão nas nossas mentes.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Eu quisera contar...


Estreando minhas lentes novas, das quais não me separo ao ler, recebi hoje pelas mãos de uma amiga um exemplar de ideias publicado por um outro  amigo (dela). De cara, esta então amiga, já me dizia – trata-se de um intelectual. – Dado ao cultivo de uma curiosidade aguçada, chegando em casa abri então o famoso livro. As tantas interessei-me pela escrita regionalista do autor em tons de alusão sulista e internacional das obras citadas. 

Em sua abertura, o autor revela-nos a ideia de escrever um livro como tentativa de atender ao ciclo existencial que nos delega por tarefa: plantar uma árvore, fazer um filho e escrever um livro. Qual das três tarefas é menos difícil? Em tempos onde se derrubam árvores e matam crianças, fazer um livro parece balela.

Segui então pela miscelânea ideológica do autor, confirmando a ideia de minha amiga, trata-se de um intelectual, daqueles que parafraseia do Oiapoque ao Chuí o que escreve para mostrar um conhecimento de mundo sistêmico e didático, apto a ser delegado nas contações de histórias a parecerem menos entediantes. Pelo menos, é como eu acho que funcionam essas alusões.

Fascinei-me! E por isso, também Eu quisera contar todos os nomes e outras palavras.
De José Sávio Lopes, eu indico.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Novas aquisições...


Lembro-me de quando era criança...


Lembro-me de quando era criança e via,
como hoje não posso ver,
a manhã raiar sobre a cidade.

Ela não raiava para mim,
mas para a vida.
Porque então eu, (não sendo consciente)
eu era a vida.

E via a manhã e tinha alegria.
Hoje vejo a manhã, tenho alegria,
e fico triste.

Eu vejo como via,
mas por trás dos olhos, vejo-me vendo.
E só com isso, se obscurece o sol,
o verde das árvores é velho,
e as flores murcham antes de aparecidas.



(Fernando Pessoa - do Livro do Desassossego)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Minerva Mcgonagall

Admirável, principalmente em Harry Potter e as Relíquias da Morte.

sábado, 23 de junho de 2012

Alvo Dumbledore

Em memória do maior bruxo do mundo. Porque alguém me pediu e eu atendi.

Que meu voto seja o bastante.


O período eleitoral independe de nossa vontade. Votar é uma ação de cidadania obrigatória na República Federativa do Brasil. Entretanto, participar ou não da “festa da democracia” é uma opção. Afinal, trata-se de uma democracia. Opção, que busquei muitos anos tentando inutilmente alinhar as teorias com as práticas; certamente por isso tornei-me visível nesse meio. Tanto, que já recebi leves (ou reles) convites para então me engajar novamente este ano.

As nossas vidas, dada ao processo cíclico de mudanças, nos fazem apreciar em momentos específicos, com valores mais específicos ainda, coisas que nessa rotatividade podem tornar-se imprescindíveis ao Homem, ou banais. A política, ou melhor, o período eleitoreiro, é uma dessas coisas que para mim não importa mais. Não nego minha militância e êxtase frente aos candidatos que outrora deleguei um voto e fiz campanha. Mas evidências e esclarecimentos particularmente intransferíveis, me fazem olhar esse meio com, permitam-me o desdém, dissabor e superioridade.

Dissabor e superioridade, não porque eu seja melhor que os nossos governantes, mas também por não ser pior, quando muito e graças a Deus, diferente. O que segundo Fernando Pessoa já me faz um homem superior. E o dissabor, a quem interesse saber, não vem necessariamente de causas frustradas ou esquecidas, mas pelo destempero de quem me desrespeita direta e indiretamente.

Lembro-me ainda muito bem dos perrengues da campanha passada, que a propósito, ainda estão grafadas nesse site como registro de um tempo que passou. Lembro-me de tudo, dos inimigos granjeados e até do que poderia ter sido, se fosse mais além. E por lembrar de tudo, é que a balança faz mais peso do lado de cá me mostrando que devo permanecer onde estou. E estou muito bem.

Tanto, que ao ver os primeiros sinais da politicagem espalhada nas redes sociais já decidi: ignorar tudo com solenidade. Porque essa política, segundo Fernando Pessoa, é a degeneração gordurosa das organizações da incompetência. Sufoco de ter tudo isso à minha volta. Deixem-me respirar. 

Só assim, optando por não me contaminar, estarei de consciência limpa que fiz o que tinha de ser feito. Não querendo com isso, dizer que renuncio a Política em minha vida, caso alguém diga isso envolto a um véu de ignorância, é bom lembrar que Política (com P maiúsculo), é um conjunto de opiniões e princípios que governam relações até dentro de sua própria casa, portanto inevitável. 

Abstenho-me, não disso! Porque não sou idiota. Mas da politicagem sebosa e ordinária que permeia o período eleitoreiro. Deixo que as campanhas sejam feitas pelos candidatos e seguida por seus afins, não por mim. Não contem mais comigo, que meu voto (secreto) seja o bastante para o bem ou para o mal.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Vida longa Maria Bethânia, saravá!

Celebrando seus 66 anos, 46 dedicado aos palcos a Abelha Rainha da MPB apresenta-se em ótimo estado. Bethânia é como um bom vinho que ao longo dos anos aprecia-se com mais sabor. Sua voz é um dom, de fato, dona do dom que Deus lhe deu. Receba deste fã os parabéns e o desejo de vida longa, saravá!

sábado, 16 de junho de 2012

Alguma coisa fora de ordem...

Vez em quando, é só vez em quando, alguém me pede que discorra algum tema sob a ótica religiosa. Eu, particularmente, não me sinto apto a falar, senão pelo prisma da Doutrina Espirita e ainda cheio de reservas porque a nossa opinião, haja vista a intelectualidade particular e intransferivel que nos sustenta moralmente, independe de catequese ou congregação.

Hoje a tarde numa roda de ESDE (Estudo Sistematizado da Doutrina Espirita) na Casa Espirita que frequento com certa assiduidade, nos propomos a debater o Aborto. Independente de religião, qualquer que seja o raciocínio cristão que a pessoa tenha jamais poderá compactuar com essa forma de homicídio deliberado. Ainda que por circunstâncias extra excepcionais, se tenha hoje uma contra proposta esdrúxula que desrespeita a própria vida em nome de outros "acasos". 

Interromper o curso de uma vida que até onde se sabe é dada por Deus (é assim que creio) é um crime. Mas há pessoas que o cometem sem nenhuma culpa, sem resquicios de natureza legal, médica, moral e até mesmo espiritual, envolvendo nesse ato considerações meramente biológicas que advén de uma idéia avessa ao que entendo por vida e direito a vida. 

Mas quando falamos em vida e crime, não se pode falar apenas do réu, do abortado. Não acho justo esquecer as condições de produção do crime (injustificavel) tão somente porque dentro de uma ótica cristã, quem o cometeu também é filho do mesmo Deus. É imprescindível que se leve em conta os atenuantes que que essas pessoas somatizam diante de um Deus misericordioso.

Acredito que alguém que pratique algo dessa natureza e venha a se arrepender e trabalhar fazendo o bem para quitar essa dívida com o Plano Superior e consigo mesma, receba da Espiritualidade Maior algum tipo de indulgência. Lamento não poder acreditar na Lei de Causa e Efeito como um código mosaico ou de Talião. Mesmo vendo a insistência, deveras desrespeituosa, com a qual alguns colegas espíritas a profetizam.  De certo, a maioria das pessoas só crescem pela dor, mas não se pode negar que existem pessoas que evoluem pelo amor. Assim não fosse, não teria passado por aqui um certo Galileu que perdoava seus irmãos e os mandava ir e não mais pecar deixando para nós a maior Lei do mundo até hoje - o amor incondicional.

Pelos santos se beijam os altares! Ouço muito lá pela Casa Espirita que frequento se dirigirem a Doutrina Espirita como um Consolador Prometido, e não estou aqui para dizer que não é. Mas é preciso rever as formas de consolação com as quais se militam. Torno a dizer que desacredito num Deus vingativo que vai fazer penar um descrente ou um arrependido de última hora. Eu acredito num Deus que tudo é capaz de mudar, que perdoa infinitamente asism como nos orienta a fazer.

Fé sem obras não salva ninguém, é claro. Mas ameaçar pessoas com umbrais onde se pagam pecados na vara e na carne também não é caminho de redenção. Uma pessoa que busca luz e esclarecimento não pode, nem deve, padecer na escuridão e na ignorância. Essa não é a mensagem de Jesus Cristo e nem da Doutrina Espirita, isso é.... Como diria Caetano Veloso: alguma coisa fora de ordem. Devagar com o andor!

Sobre isso, nos falou o pastor Silas Malafaia nas páginas amarelas da Veja, gostei muito:

O Evangelho não é algo litúrgico, para ser dissecado em um culto de duas horas. A grandeza do Evangelho está no fato de ser algo que pode ser praticado. A Bíblia é o melhor manual de comportamento humano do mundo. As igrejas evangélicas têm pregado uma mensagem de grande utilidade para a vida das pessoas também depois do culto. Esse é o grande segredo. De que adianta eu fazer o fiel ficar duas horas dentro de um templo se, quando aquilo acaba, nada muda nas relações dele com a família, com o trabalho e na vida social? Nós pregamos uma mensagem que condiciona a prática da pessoa no seu dia a dia. Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida, e vida em abundância”. Ele fala da vida terrena nessa passagem.