quarta-feira, 8 de abril de 2015

Pois o segundo sol chegou


Não é que o segundo sol de Cássia Eller chegou! A imagem feita ha poucos minutos revela a aparição luminosa que causou alvoroço na vizinhança hoje pela manhã. Visto de uma das torres da Igreja Matriz, o círculo de luz percorreu o contorno do teto conforme a órbita solar, podendo ser observado de vários ângulos.

Para todos os efeitos, o pessoal aqui prefere acreditar que a luz "aparece" e "desaparece" como um incêndio anunciado no Apocalipse de São João.


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Lançamento de "Além do brilho da estrela": noite de autógrafos


Quando é para dar certo, até quem quer atrapalhar ajuda! Driblado o deslocamento do espaço físico nas quartas de final, lançamos Além do brilho da estrela com pessoas muito queridas, e mais uma vez quero tornar público os meus agradecimentos a todos que enfrentaram a chuva, providencialmente em boa hora, e foram me prestigiar. De um modo muito particular, agradeço as mãos que estiveram por trás desse instante, mãos que trabalharam voluntariamente pelo simples prazer de me fazer feliz.

Agradecer e abraçar a imprensa por todo apoio de divulgação: Rádio DumboFM, Jornal Gazeta do Oeste, Jornal O Mossoroense, aos que partilharam, curtiram e comentaram as postagens e promoção veiculadas via facebook e redes sociais como forma de divulgação mais direta. Ao Departamento de Letras da UERN/CAMEAM pelo convite e espaço. Amigos, alunos e mestres pelo prestígio dado a este aprendiz de escritor.

A todos que vieram de outras cidades: Portalegre, Tenente Ananias, Pereiro, Marcelino Vieira, Doutor Severiano, São Miguel, São Francisco do Oeste, Apodi e alguma outra que me foge a lembrança nesse momento, quero deixar minhas saudações literárias e dizer que a magia da presença de vocês está, com certeza, além do brilho da estrela. Que a leitura desse novo trabalho traga para cada um de vocês bons momentos.

Registros da noite de lançamento: 






























terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Sobre "Além do brilho da estrela"


PALAVRAS DO AUTOR

Além do brilho da estrela é uma grande viagem. Grande por nos conduzir ao Egito – das civilizações antigas estudadas é a que mais aprecio desde sempre. E maior ainda por nos convidar a conhecer e entender os conflitos existencialistas do professor Alcântara Machado, o que em tese, a torna uma novela psicológica. Acredito que exercitar essa jornada, duplamente identificada, torna a leitura desta narrativa tensa, assim como foi tensa sua escrita. Foram meses de pesquisa, de resgate memorial, de formação de personagens complicados do ponto de vista simétrico; mas acredito também que valeu a pena, porque suas formações são dadas para se contornarem imageticamente na compreensão do leitor. Não tenho muita clareza, e, certamente por isso, não posso garantir que será bem compreendida. Afinal, o dito pelo não dito – me permitam a comparação pragmática – vale o que está escrito.
Essa é uma novela para quem gosta de viver, de viver intensamente, às vezes nos extremos: nas periferias e bangalôs dos mais nobres sentimentos que habitam a emoção e a razão do homem de todos os tempos. A ambientação egípcia, conforme exposta, é a materialização gráfica de um prazer pessoal. Acredito que conduzindo a trama entre lá e cá, podemos enriquecer o enredo de forma cultural e estética. São outros espaços, outras culturas e as mesmas histórias. Sobretudo quando considero como ponto de partida desta narrativa, uma cronologia desde antes de Cristo até a contemporaneidade costurada por misticismos e conflitos, não lineares, que ornamentam as personagens e suas histórias transversalmente paralelas.
Parte do público que leu meu trabalho anterior cobrou outra novela, e me cobraram com uma pressa excessiva. Isso poderia ter me envaidecido, mas foi relendo Walquiria que encontrei outro caminho de escrita. Caminho que espero poder trilhar com vocês a partir de agora nas páginas desta novela. Acredito que isso faz parte do processo de criação, e como não escrevo em ritmo industrial, o tempo de escrita me foi favorável. Saudável, até.
Busco, portanto, revelar com essas novas histórias dentro de uma grande história, a união de universos heterogêneos porque assim é a nossa vida. Composta de heterogeneidades que vão matizando um sentido só: o de viver.

Fernando Filgueira Barbosa Júnior



Convite de lançamento


domingo, 21 de dezembro de 2014

Era para ser um dia muito feliz, porque


No dia em que festejava o dia dos seus anos,
eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até você fazer anos era uma tradição de há séculos.
E a alegria de todos, e a minha,
estava certa como uma religião qualquer.
No tempo em que festejava o dia dos seus anos,
eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma.
De ser inteligente para entre a família,
e de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças...

De Álvaro de Campos (Aniversário) com adaptação pronominal minha, em memória do meu inesquecível irmão.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Plantão da tarde



Um incêndio em um terreno baldio que se avizinha com minha residência causou alvoroço neste fim de tarde. Não sabemos ao certo o que o ocasionou, acreditamos, na melhor das hipóteses, que alguém tenha pulado a cerca e tocado fogo no mato seco e nos entulhos de lixo, uma vez que os limites do terreno se avizinha com nossas residências, tendo somente a frente aberta para a rua.


Moradores tentam apaziguar o fogo, mas a escassez de água nas torneiras dificulta o trabalho dos voluntários. Enquanto isso, as pessoas se asfixiam com os gases poluentes...
Acionado, o corpo de bombeiros consegue chegar ao local quando não precisamos mais. Fim de papo!


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Para refletir


A foto é chocante e cenas como essa tornaram-se cada vez mais comuns: uma menina na rua, tomando banho na lama e em poder de um pai embriagado. Poderia ser menos chocante se a solução para o problema não fosse "tapar o buraco".

Leia em O GLOBO

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Ainda sobre Chaves


Ontem foi o enterro do Chaves...
É muito estranho aceitar que nossos heróis também morrem. Não basta saber que quem partiu foi o autor/criador e não a personagem. A transferência afetiva é inevitável! Mesmo sabendo que vamos continuar assistindo Chaves repetidas e incansáveis vezes, alguma coisa dentro de nós se desligou. Alguma coisa que nenhuma religião é capaz de ligar novamente, alguma coisa que não se explica, mas se traduz no olhar desemparado que encontra milhões de corações órfãos batendo na mesma frequência. Bolaños não chegou a ter uma noção exata do amor que plantou no coração de cada brasileiro, mas levou consigo a certeza que seu dom foi muito bem desenvolvido, aceito e compreendido.


Hoje voltei a me emocionar quando encontrei Gerlania Medeiros e ela me disse que instantaneamente lembrou-se de mim e de seu sobrinho, ainda criança. Essa associação mostra que Chaves não tem idade e que quando se gosta desinteressadamente de alguém, esse alguém passa a lhe representar na sua ausência. Fico muito feliz em ser lembrado através da figura que fez parte da minha infância e estará até todo sempre na tela da minha TV. 
Deixo meu abraço espiritual a Dona Florinda, pela grata satisfação de ainda vivermos no mesmo tempo e a todos os fãs que sentiram o que eu senti.
— se sentindo triste.